domingo, 10 de maio de 2009

AMÁLIA RODRIGUES - O TRIUNFO


Após aparecer em 1943 na revista “Alerta Está!”, Amália Rodrigues surge novamente ao lado de Hermínia Silva na opereta “A Rosa Cantadeira”. Desta opereta nasce um novo êxito para Amália, o «Fado do Ciúme», novamente de Frederico Valério. Nos anos seguintes, o êxito de Amália não para de crescer, toda a gente trauteia os seus fados: «Fado Malhoa»; «Só à Noitinha»; «Ai Mouraria», entre muitos outros. Ainda aparece em 1944 na revista “Ó Viva da Costa”, na opereta “A Senhora da Atalaia” e em 1946, ao lado de Laura Alves e Costinha, Amália aparece no elenco da revista “Estás na Lua”. A sua popularidade não para de crescer, não só em Portugal como no estrangeiro, onde Amália começa agora a visitar. Em especial no Brasil, Amália tem uma aceitação sem precedentes. Aliás é neste país que Amália grava os seus primeiros discos em 1946. Quando regressa a Portugal, é já uma verdadeira vedeta.

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AMÁLIA RODRIGUES CANTA «NO ME QUIERAS TANTO»

terça-feira, 5 de maio de 2009

AMÁLIA NO TEATRO


O seu rápido sucesso, leva a que rapidamente seja convidada para entrar numa revista, por isso a 25 de Junho de 1940, Amália estreia-se na revista «Ora Vai Tu». Os jornais anunciavam: “O Teatro de Revista é hoje enriquecido com a estreia no teatro de Amália Rodrigues, a grande revelação da canção nacional». O sucesso é tal, que Amália passa a ser conhecida como «a princesinha do fado encantado». Em 1941, surge no elenco da revista «Espera de Toiros», e no ano seguinte em «Essa é que é Essa». Ainda nesse ano, aparece ao lado de Hermínia Silva, na revista «Boa Nova». Dessa revista saiu um belo fado com o nome da revista, da autoria de Frederico Valério, que constitui um dos primeiros sucessos de Amália. Aliás, será Frederico Valério, o primeiro compositor a compreender a voz de Amália e a criar para ela, um novo tipo de fado orquestrado.

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segunda-feira, 4 de maio de 2009

AMÁLIA RODRIGUES - A DIVA DO FADO


Amália da Piedade Rebordão Rodrigues, de seu nome completo, nasce a 23 de Julho de 1920. Oriunda de uma familia humilde, Amália após a escola primária, começa cedo a ganhar a vida, primeiro vendendo bordados, depois trabalhando numa fábrica de bombons, e finalmente vendendo fruta no porto de Lisboa. Amália desce cedo mostra aptidão para o fado, e por isso após cantar nas marchas de Lisboa, representando o bairro de Alcantara, Amália é convidada para actuar numa das casas mais tipicas e conhecidas da época, o «Retiro da Severa». A sua estreia é um êxito.
A partir daí, todos querem ouvir esta nova cantadeira, todas as casas de fado a querem contratar. Amália torna-se rapidamente em «cabeça de cartaz».

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quinta-feira, 16 de abril de 2009

BEATRIZ COSTA - A ETERNA MENINA DA FRANJA


Após o seu retiro, Beatriz Costa divide-se entre Portugal e o Brasil. Evita sempre entrevistas e aparecer em publico, só voltando aparecer após o 25 de Abril. Nessa altura, encorajada pela esposa de Jorge Amado, Zélia Amado, decide editar um livro de memórias. É assim lançado em 1975 o livro «Sem Papas na Lingua». Os livros seguintes foram: «Quando os Vascos eram Santanas, e Não Só», «Mulher Sem Fronteiras», «Nos Cornos da Vida» e «Eles e Eu». Os livros são todos eles um sucesso de vendas, devido em muito à sua lingua afiada e ao seu jeito castiço e popular. Entretanto fixa residência no Hotel Tivoli, ondec permanecerá até à sua morte. A 15 de Abril de 1996, Beatriz Costa despedia-se definitivamente do palco e da vida, aos 88 anos de idade. Fez precisamente ontem 13 anos que Beatriz Costa nos deixou. Mas ficará para sempre na nossa memória como a eterna menina da franja.

BEATRIZ COSTA - O REGRESSO AO TEATRO


Beatriz Costa casa-se em 1947 com o Brasileiro Edmundo Gregorian, mas o casamento só durará dois anos. Em 1949 regressa a Portugal e reaparece em grande na revista «Ela aí Está», no teatro Avenida. A sua vivacidade e a sua alegria contagiam rápidamente o público que nunca a tinha esquecido. Mas apesar de todo o sucesso da revista, Beatriz Costa volta a afastar-se da vida artística, só reaparacendo 7 anos mais tarde, em 1956, pelas mãos de Eugénio Salvador, na revista: «O Reboliço». As suas revistas seguintes só serviram para consolidar o seu sucesso como actriz popular. Em 1957 faz «Toca a Música», em 1958 «Com Jeito Vai», em 1959 «Champanhe Saloio», e finalmente despede-se dos palcos com o grande sucesso que foi «Está Bonita a Brincadeira».

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quarta-feira, 8 de abril de 2009

BEATRIZ COSTA NO CINEMA


Ao longo da década de trinta, Beatriz Costa protagoniza três filmes, que vão ser precisamente aqueles que mais sucesso fazem. Em 1933 faz o papel de Alice no filme «A Canção de Lisboa» de Cotinelli Telmo, ao lado de Vasco Santana, António Silva e Teresa Gomes. Três anos mais tarde regressa ao cinema com o filme de Chianca de Garcia, «O Trevo de Quatro Folhas», onde pela primeira vez representa um duplo papel, o de Rosita e Manuela, ao lado de dois grandes actores teatrais, o brasileiro Procópio Ferreira e Nascimento Fernandes. Em finais de 38, Beatriz Costa despedia-se do cinema com o papel que mais a marcou no cinema, o da lavadeira Gracinda, no filme «Aldeia da Roupa Branca». Em 1939, Beatriz Costa parte numa «touneé»ao Brasil onde tinha grande popularidade, e inesperadamente fica por lá.

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