quinta-feira, 16 de abril de 2009

BEATRIZ COSTA - A ETERNA MENINA DA FRANJA


Após o seu retiro, Beatriz Costa divide-se entre Portugal e o Brasil. Evita sempre entrevistas e aparecer em publico, só voltando aparecer após o 25 de Abril. Nessa altura, encorajada pela esposa de Jorge Amado, Zélia Amado, decide editar um livro de memórias. É assim lançado em 1975 o livro «Sem Papas na Lingua». Os livros seguintes foram: «Quando os Vascos eram Santanas, e Não Só», «Mulher Sem Fronteiras», «Nos Cornos da Vida» e «Eles e Eu». Os livros são todos eles um sucesso de vendas, devido em muito à sua lingua afiada e ao seu jeito castiço e popular. Entretanto fixa residência no Hotel Tivoli, ondec permanecerá até à sua morte. A 15 de Abril de 1996, Beatriz Costa despedia-se definitivamente do palco e da vida, aos 88 anos de idade. Fez precisamente ontem 13 anos que Beatriz Costa nos deixou. Mas ficará para sempre na nossa memória como a eterna menina da franja.

BEATRIZ COSTA - O REGRESSO AO TEATRO


Beatriz Costa casa-se em 1947 com o Brasileiro Edmundo Gregorian, mas o casamento só durará dois anos. Em 1949 regressa a Portugal e reaparece em grande na revista «Ela aí Está», no teatro Avenida. A sua vivacidade e a sua alegria contagiam rápidamente o público que nunca a tinha esquecido. Mas apesar de todo o sucesso da revista, Beatriz Costa volta a afastar-se da vida artística, só reaparacendo 7 anos mais tarde, em 1956, pelas mãos de Eugénio Salvador, na revista: «O Reboliço». As suas revistas seguintes só serviram para consolidar o seu sucesso como actriz popular. Em 1957 faz «Toca a Música», em 1958 «Com Jeito Vai», em 1959 «Champanhe Saloio», e finalmente despede-se dos palcos com o grande sucesso que foi «Está Bonita a Brincadeira».

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quarta-feira, 8 de abril de 2009

BEATRIZ COSTA NO CINEMA


Ao longo da década de trinta, Beatriz Costa protagoniza três filmes, que vão ser precisamente aqueles que mais sucesso fazem. Em 1933 faz o papel de Alice no filme «A Canção de Lisboa» de Cotinelli Telmo, ao lado de Vasco Santana, António Silva e Teresa Gomes. Três anos mais tarde regressa ao cinema com o filme de Chianca de Garcia, «O Trevo de Quatro Folhas», onde pela primeira vez representa um duplo papel, o de Rosita e Manuela, ao lado de dois grandes actores teatrais, o brasileiro Procópio Ferreira e Nascimento Fernandes. Em finais de 38, Beatriz Costa despedia-se do cinema com o papel que mais a marcou no cinema, o da lavadeira Gracinda, no filme «Aldeia da Roupa Branca». Em 1939, Beatriz Costa parte numa «touneé»ao Brasil onde tinha grande popularidade, e inesperadamente fica por lá.

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