sábado, 29 de novembro de 2008

sexta-feira, 28 de novembro de 2008

ANTÓNIO CALVÁRIO NO TEATRO DE REVISTA


António Calvário estreia-se no teatro em 1963, na revista "Chapéu Alto". Participa em inumeras revistas, comédias e operetas, tais como: "Lábios Pintados"; "Zero, Zero, Zé, Ordem para pagar"; "Duas Pernas, Um Milhão"; "Esta Lisboa que eu Amo"; "Mãos à Obra"; "Peço a Palavra". Torna-se assim um dos artistas mais populares de década de sessenta. Em 1964, é convidado para representar Portugal no Festival da Canção da Eurovisão, na Dinamarca, com a canção "Oração". A canção fica em ultimo lugar, não por falta de merito artistico, mas sim por razões políticas. Mas é graças a esta sua participação no festival, que assina uma série de contratos para cantar em Espanha, França, Itália, Holanda, Canadá e Estados Unidos da América.

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terça-feira, 25 de novembro de 2008

ANTÓNIO CALVÁRIO - PARTE II


Em 1957, concorre para uma vaga na Emissora Nacional. É apurado com a canção "Canta Brasil". Rápidamente torna-se em cantor profissional, sendo aclamado por toda a gente. Actua, sempre com êxito, nos famosos Serões para Trabalhadores, organizados pela Emissora Nacional e pela "Federação Nacional para a Alegria no Trabalho". Em 1960, participa no 2º Festival da Canção com a canção "Regresso". António Calvário torna-se numa das coqueluches da época. Em 1961, é aclamado como "Rei da Rádio", voltando a repetir a proeza em 1963, 1965, 1966 e 1972.

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sábado, 22 de novembro de 2008

ANTÓNIO CALVÁRIO - O REI DA RÁDIO


António Calvário da Paz, de seu nome completo, nasce a 17 de Outubro de 1938 em Moçambique. Com 8 anos de idade,vem com a familia para Portugal, onde fixam residência em Portimão, no Algarve. Era primo da grande vedeta teatral que foi Corina Freire. A par com os estudos, continua com as suas lições de piano, que havia iniciado em Moçambique. Certo dia, na escola, o reitor confunde-o com outro aluno e o coloca para cantar numa festa de escola. É um sucesso, a sua voz agrada e com apenas 15 anos de idade havia surgido aquele que se tornaria rápidamente o rei da rádio em Portugal.

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sexta-feira, 14 de novembro de 2008

MILÚ - A ÚLTIMA HOMENAGEM


FOTO GENTILMENTE CEDIDA POR MIGUEL VILLA

A 10 de Maio de 2007, Milú é condecorada pelo Presidente da República Cavaco Silva com a Ordem de Santiago de Espada pelo seu mérito artístico, numa festa em sua homenagem. Milú ficou sensibilizada com tal reconhecimento do público que nunca a esqueceu. A actriz confessou na altura: "Sinto-me feliz, porque fui alguém nesta terra e queria ter sido ainda mais”.
Milú acabou por falecer aos 82 anos de idade, a 5 de Novembro de 2008.

MILÚ - O REGRESSO A PORTUGAL


Após uma ausência de 8 anos no Brasil, onde práticamente não trabalhou, Milú regressa e aparece novamente no cinema no filme "O Diabo era Outro", ao lado de António Calvário. O filme não teve grande aceitação do público, e Milú virou-se mais para o teatro. Surge assim em 1970 na peça "A Casa das Cabras", peça que consegue obter um êxito aceitável. A partir daí volta aparecer em peças tais como: "Quarenta Quilates" e "Uma Cama para Toda a Gente" ambas em 1971; a revista "Lisboa Acordou" em 1975 e "Meninos, Vamos ao Vira" em 1978. Nesse mesmo ano, volta a filmar pelas mãos de José Fonseca e Costa no filme "Kilas, o Mau da Fita", ao lado do saudoso Mário Viegas. Com este filme, Milú afasta-se definitivamente da vida artística.

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quinta-feira, 13 de novembro de 2008

MILÚ - NA REVISTA "A VIDA É BELA"


No teatro, Milú continua a demonstrar todo o seu talento aparecendo em 1958 pelas mãos do empresário Vasco Morgado, na peça "Gigi" no Teatro Monumental. No Capitólio, aparece em 1960 na revista "A Vida É Bela", ao lado de Raúl Solnado, Humberto Madeira e Carlos Coelho. A revista foi um sucesso. Nesse mesmo ano parte para Espanha, para ser a vedeta convidada na revista espanhola "Ven y Ven". É nesta altura que Milú é convidada para ir para Hollywood, mas acaba por recusar. Volta a casar, e mais uma vez desiste da carreira artística, indo viver para o Brasil durante oito anos.

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quarta-feira, 12 de novembro de 2008

MILÚ NO TEATRO


Em 1953 integra a revista "Agora é que são Elas", que devido ao seu sucesso, acaba por ser filmada e estreada no cinema no ano seguinte. Em 1956, surge duplamente no teatro e no cinema, no teatro aparece na revista "Não Faças Ondas" onde cria o grande sucesso que foi a canção "Lisboa à Noite", e no cinema surge no filme de Manuel Guimarães "Vidas Sem Rumo". Ainda em 1953, aparece numa peça com uma forte componente dramática, a peça "A Irmã S. Sulpicio",estreada no teatro Apolo, ao lado do mestre Alves da Cunha, Fernando Curado Ribeiro, Berta de Bívar, Carlos Coelho, Raúl Solnado, Maria Bastos entre muitos outros. Em 1957 volta ao cinema na comédia romântica "Dois Dias no Paraíso".

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terça-feira, 11 de novembro de 2008

MILÚ - A ETERNA NAMORADINHA DOS PORTUGUESES


Após o sucesso de "O Leão da Estrela", Milú continuou a dedicar-se ao cinema. Voltou em 1949 com o filme "A Volta do José do telhado", filme de Armando de Miranda, onde contracena pela primeira vez com Virgílio Teixeira. Em 1950, regressa à comédia pelas mãos de Arthur Duarte, com o filme "O Grande Elias". Em 1952, surge no filme de Perdigão Queiroga "Os Três da Vida Airada". É precisamente neste ano, durante as filmagens de “Os três da Vida Airada”, em que contracena com Vasco Morgado e Eugénio Salvador, que estes convidam-na para fazer revista, e é assim que Milú se estreia no teatro com a revista “A Rosa Arredonda a Saia”.

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domingo, 9 de novembro de 2008

MILÚ E LADISLAO VAJDA EM ESPANHA


Mas, o apelo do público é mais forte e dois anos depois divorcia-se e regressa ao cinema. O seu regresso dá-se em Espanha, pois recebe um convite de Ladislao Vajda, o mesmo realizador de “Doze Luas de Mel”, para voltar a protagonizar um filme seu, “Barrio” ou “Viela, Rua Sem Sol”. Antes disso, ainda tem tempo para cantar uma canção numa cena do filme que Arthur Duarte se encontra a realizar nessa altura em Espanha, o filme “É Perigoso Debruçar-se”. Depois desses filmes, regressa a Portugal e volta a filmar ás ordens de Arthur Duarte, na comédia “O Leão da Estrela”.

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MILÚ E O CASAMENTO


Forma um quarteto musical com a Maria da Graça e as Irmãs Remartinez, quarteto que obtém bastante sucesso na altura. Recebe um convite para ir para Espanha filmar o filme “Doze Luas de Mel”, filme de grande sucesso em Espanha, onde recebe um prémio pelo seu excelente desempenho. Recebe uma proposta para ir trabalhar para Hollywood, mas recusa. De regresso a Portugal, decide casar e devido aos ciúmes de seu marido opta por abandonar a vida artística. O seu casamento é o acontecimento do ano, juntando á volta da igreja milhares de pessoas que vão com o intuito de ver ao vivo a Diva do nosso cinema.

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sábado, 8 de novembro de 2008

MILÚ - DE MENINA DA RÁDIO A DIVA DO CINEMA


Com 13 anos de idade, Milú é convidada para se estrear na Emissora Nacional. Rápidamente passa a ser conhecida como a menina da rádio. O seu sucesso é tal, que em 1942 é capa de uma das revistas mais vendidas da altura, "O Século Ilustrado". Aliás, é graças a essa foto publicada nessa revista, que Arthur Duarte, que na altura andava à procura de uma jovem para protagonizar o seu próximo filme "O Costa do Castelo", a escolhe para interpretar esse papel. Milú aceita o convite, e torna-se assim na menina querida dos portugueses, ao viver a doce e meiga Luísinha de "O Costa do castelo". O filme é um sucesso de bilheteira, e tanto o público como a crítica rendem-se perante o talento e a beleza de Milú.

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sexta-feira, 7 de novembro de 2008

MILÚ - CAPA DE REVISTA


Um dia, uma amiga de casa, ligada ao mundo do teatro, Georgete Ribeiro, convida Milú para a acompanhar ao teatro para ver a peça “Chuva de Mulheres”. A vedeta dessa revista, a popular Maria das Neves, num dos números dessa revista em que cantava uma bela canção do palco, ao ouvir a voz de Milú, vem-na buscar á plateia e leva-a para o palco para ela também cantar. Salvador achou imensa graça, e junto com Almeida Amaral resolvem escrever uma fantasia infantil, “O Preto Mazalipatão”, que marca a estreia de Milú no Teatro. A peça é um sucesso. Depois desse êxito, o Governador do Governo Civil de Lisboa da altura, Lobo da Costa, que havia montado um pequeno teatro “Trutas e Tretas”,no parque Eduardo VII, para ajudar os pobres do governo civil, convida Milú para participar nesse projecto, e onde ela passa a cantar canções famosas, imitando as grandes vedetas da altura. O reconhecimento vai aumentando e certo dia, com apenas 12 anos de idade, é convidada por Beatriz Costa e Chianca de Garcia para um pequeno papel no filme "Aldeia da Roupa Branca".

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quinta-feira, 6 de novembro de 2008

MILÚ - VEDETA DE CINEMA


Maria de Lourdes de Almeida Lemos, de seu nome verdadeiro, nasce em Lisboa a 24 de Abril de 1926. Desde pequenina sempre mostrou um imenso desejo de cantar. Com apenas seis, sete anos de idade, aproveitando a ausência da mãe, veste-se com as suas roupas, e vai para a varanda cantar para os vizinhos, no Bairro das Colónias onde vivia. Ouve com entusiasmo as emissões infantis da Rádio Graça, e um dia telefona para lá, sem dizer nada à família. Pergunta o que era preciso fazer para poder ir lá cantar. Faz-se sócia e certo dia, já com 9 anos, ganha coragem, convence a sua mãe e vai aos estúdios da rádio cantar. Canta uma famosa canção da época, agrada imenso e passa a ser incluída regularmente nas emissões. Adopta o nome artístico de Milú, carinhoso diminuitivo com que era chamada em casa. Depois da Rádio Graça, passa para a Rádio Sonora, onde passa a cantar nas emissões do tio luís, programa infantil da época. Começa a cantar não só em português, mas também em francês e Inglês. Torna-se assim rápidamente conhecida, começando a ser convidada para festas de beneficência.

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HERMINIA SILVA - A FADISTA DO POVO


Em 1980, Herminia Silva é condecorada com a Medalha de Ouro da Cidade de Lisboa; em 1985 recebe a Comenda da ordem do Infante D. Henrique; Em 1990 recebe a Grã-Cruz da Ordem do Infante D. Henrique e em 1993, pouco tempos depois da sua morte, uma das ruas de Lisboa, cidade que a viu nascer, recebe o seu nome.
Herminia Silva despede-se do palco da vida, no dia 13 de Junho de 1993, mas para sempre será recordada como a Fadista do Povo.

HERMINIA SILVA - CAPA DE REVISTA


Os jornais passam a encher páginas e as revistas a trazerem na capa noticias de Herminia Silva. O seu enorme talento é reconhecido por todos. Para sempre ficaram fados que a imortalizaram: "Velha Tendinha"; "Rosa Enjeitada"; "Marinheiro Americano"; "A Casa de Mariquinhas", entre tantos outros. Após o sucesso no teatro, Herminia chega ao cinema em 1938 com o filme "Aldeia da Roupa Branca" de Chianca de Garcia; em 1943 regressa em "O Costa do Castelo", de Arthur Duarte; e em 1946 interpreta o papel de uma cigana no filme de Henrique Campos, "Um Homem do Ribatejo", onde canta o célebre "Fado da Sina"; em 1949 entra no filme "Ribatejo" e finalmente em 1969, despede-se do cinema com o filme "O Diabo era Outro", de Constantino Esteves.

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quarta-feira, 5 de novembro de 2008

HERMINIA SILVA - PARTE V


Rápidamente começam a chover convites para actuar fora de Portugal, mas o seu bairrismo e o medo de andar de avião, levam-na a declinar tais convites. Ainda assim, visitou as regiões autómanas, onde foi aclamada como rainha, bem como ao Brasil. É precisamente neste país, que Herminia tem um êxito estrondoso.Em Portugal, Herminia Silva passa a ser conhecida como «fadista do povo».

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terça-feira, 4 de novembro de 2008

HERMINIA SILVA - PARTE IV


A partir daí, seguiram-se um sem número de revistas, operetas e peças declamadas, sempre com um êxito enorme. Peças tais como: "Rosa Cantadeira", opereta em 1933; a revista "O Zé dos Pacatos" em 1934; a opereta "Coração de Alfama" em 1935; a revista "Arre Burro" em 1936; "Chuva de Mulheres" em 1937; a revista "Sempre em Pé" em 1938; a revista "Na Ponta da Unha" em 1939; a revista "A Desgarrada" em 1941; a revista "Boa Nova" em 1942; a opereta "Rosa Cantadeira" em 1944; a revista "Ora Agora Viras Tu" em 1949; a revista "Lisboa Antiga" em 1953, e estas são apenas algumas das peças que contaram com o nome de Herminia Silva no seu elenco.

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HERMINIA SILVA - PARTE III


O nome de Herminia Silva logo ficou conhecido de toda a gente. Começou a cantar no final das sessões de cinema, sempre com bastante êxito. É contratada pelo restaurante "Valente das Farturas", no Parque Mayer, local frequentado pelos grandes nomes do teatro de revista, que lá iam para a ouvir cantar. Ganhava na altura 55 escudos por dia, salário bem alto para aqueles dias. Em 1926, devido á sua gravidez, perde a voz e deixa de cantar. Mas rápidamente recupera a sua voz, e em 1932 estreia-se no teatro na opereta "Fonte Santa". Tinha conseguido realizar o seu sonho.

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segunda-feira, 3 de novembro de 2008

HERMINIA SILVA - PARTE II


Em 1925, aos 18 anos de idade, o apelo artístico impôs-se e Herminia Silva inscreve-se como amadora dramática no Grupo dos Leais Amigos. Quase todos os papíes que ai representa são papéis dramáticos, nada a ver com a sua personalidade, mas o gosto pelo teatro e o desejo de actuar, levam-na a aceitar tais papéis. O início da sua careira aconteceria verdadeiramente em 1926. É convidada pelo empresário Júlio Machado para o acompanhar numa tourné pela província. Quando regressa já era cabeça de cartaz.

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HERMINIA SILVA - A VOZ CASTIÇA DO FADO


Herminia da silva Leite Guerreiro, nasceu em Lisboa a 23 de Outubro de 1907, no Hospital de S. José. Cresceu no castelo, bairro típico de Lisboa, desenvolvendo aí o seu espiríto jocoso, a veia cómica e uma linguagem pitoresca, que se tornará a sua marca registada. Desde bem jovem que sempre gostou de cantar, por isso cantava em sua casa e a sua voz percorria todo o bairro. Certo dia, Armandinho, famoso guitarrista da época, não hesitou em bater-lhe á porta com convites para gravar para uma editora um fado cantado por si. Tinha 12 anos de idade, e na altura achou por bem recusar o convite. Continua assim a cantar nos bailaricos, e torna-se aprendiz de modista.

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domingo, 2 de novembro de 2008

MADALENA IGLÉSIAS - PARTE III


Estreia-se no cinema ao lado de António Calvário no filme "Uma Hora de Amor", de Augusto Fraga em 1964. Nesse mesmo ano, ainda filma "A Canção da Saudade", de Henrique Campos. Em 1965, filma ao lado de Virgílio Teixeira, no filme de Américo Leite Rosa, "Passagem de Nível". Protagonizou o enorme sucesso que foi "Sarilho de Fraldas", de Constantino Esteves, de novo ao lado de António Calvário. O seu ultimo filme, foi "Os Cinco Avisos de Satanás" em 1970.
O seu sucesso era tal, que as multidões de fãs chegavam muitas vezes a parar o trânsito.
Com o seu casamento, em 1970, afasta-se aos poucos da vida artística, que continuará ainda, por algum tempo, sobretudo na Venezuela.
No dia 30 de Outubro de 2008, é lançado em Lisboa, a fotobiografia de Madalena Iglésias, com o titulo: "Meu Nome é Madalena Iglésias",da autoria de Maria de Lurdes Carvalho.

MADALENA IGLÉSIAS - PARTE II


Aureolada, várias vezes, com os titulos de Raínha da Rádio (1960 e 1964), e da Televisão (1960, 1962, 1965). Em 1959 é convidada para actuar na televisão espanhola, país onde granjeará bastante sucesso. Actuou sempre com bastante êxito em muitos países, como Argentina, Canadá, Estados Unidos, Brasil e França. O país onde talvez tenha tido mais sucesso, foi a Venezuela, onde chegou a ter um programa de televisão próprio e onde recebeu o Bolívar de Ouro, uma condecoração especial concedida a artistas estrangeiros fora de série.
Em 1962, foi-lhe outorgado o título de Raínha da Rádio em Goa, e ainda actua no festival de Benidorm.
Entre os vários prémios destacam-se: o 2º lugar no festival do Mediterrâneo, com a canção "Setembro"; a vitória no Festival de Aranda Del Duero em 1964; e o triunfo no festival da canção na RTP, com a célebre canção "Ele e Ela".

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MADALENA IGLÉSIAS - A VOZ DE OURO DOS ANOS SESSENTA


Madalena Lucília Iglésias do Vale, nasceu em Lisboa, fregusia de Santa catarina, em 24 de Outubro de 1939.
Frequentou o Jardim-Escola de Leiria, cidade onde viveu com sua avó. Feito o exame de instrução primária, Madalena continuou os seus estudos, mas em regime particular.
Frequentou o Conservatório e, com 15 anos, o Centro de Preparação de Artistas da Emissora Nacional aprova a sua entrada nos quadros daquela estação. Em 1957, estreia-se num serão para trabalhadores, em Almada. Nesse mesmo ano, estreia-se em simultâneo na RTP e na Emissora Nacional. Com o seu surgimento no pequeno ecrâ, o seu prestigio de artista foi-se consolidando e galgou fronteiras.

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BADARÓ - O ULTIMO ADEUS


Badaró, de seu nome próprio Manlio Hedair Badaró, nasceu em S. Paulo, no Brasil, no dia 23 de abril de 1933, tendo iniciado a sua vida artística na Rádio de S. Paulo. Devido ao êxito obtido foi chamado para o teatro, tendo pisado a ribalta, pela primeira vez, no ano de 1954, no Teatro das bandeiras, no rio de janeiro. No seu país fez teatro de revista em quase todas as salas importantes das principais cidades. Foi artista da TV Rio, Televisão Record e TV Tupi. Interpretou diversos filmes brasileiros, sobressaíndo o seu trabalho em "Simão, o Caolho"; "Colégio de Brotos", ao lado Óscarito e "A Baronesa Transviada". Foi com a revista "Fogo no Pandeiro" que badaró apareceu ao público português, e desde então radicou-se em Lisboa, tendo trabalhado em diversas revistas.
Como autor e actor, fez "Badarascope"; "Badaró 9/2"; "É Fogo Novo"; escreveu e interpretou a revista "Adão e Elas", com que reabriu o Teatro ABC.
Fez diveras "tournéss" a Guiné, Angola, Moçambique, Açores e Madeira.
Fez vários programas na rádio, tais como "Sob a luz dos Projectores" e "O Cantinho do Magriço".
Badaró faleceu, vitima de doença prolongada, na madrugada de 30 de Outubro para 1 de Novembro.